5 passos para curar a compulsão e fazeres as pazes com a comida

Sentes que não podes confiar em ti em relação à tua comida?

Tens dificuldade em resistir a certos alimentos?

Se abres uma barra de chocolate, se começas a comer bolachas ou sentes o cheiro a pão branco é perdido por 100 perdido por 1000?

Como te compreendo! Já eu própria passei por isso e tive todo um processo para curar a compulsão. Fazia dieta, privava-me de imenso alimentos, comida quase sempre a mesma coisa e depois tinha alturas que não me conseguir controlar. Ia ao supermercado de propósito comprar bolachas e comia tudo de uma vez, super rápido.

Após isso sentiam-me mal, uma verdadeiro fracasso e procurava a nova dieta para ‘voltar à linha’. Sempre assim, vezes sem conta. Sabia que não era sustentável e perguntava-me quando é que isso ia mudar. A verdade é que não conhecia outra maneira de lidar com a situação.

Algo familiar? Não te preocupes, sei exatamente como te ajudar de forma a terminarmos com este ciclo vicioso e nocivo!


curar a compulsão e comer sem culpa

Como conseguir curar a compulsão ou combater a dificuldade em parar de comer?

Não nascemos a stressar quando alguém nos oferece uma fatia do seu bolo de aniversário e nem sempre nos privamos de sair com amigos por causa da comida que a ser consumida.


(compreende aqui melhor as diferenças entre dificuldade em parar de comer e Compulsão Alimentar crónica)


A indústria das dietas não quer que tu te percebas o quão enraizada a tua verdadeira privação alimentar está. Se tu descobrires como a vencer, se acabares com as dietas yoyo, os treinos de X minutos para esculpir bunda, braços, ombros, etc, ou se compreenderes que não precisas de suplemento nenhum para normalizares a tua relação com a comida, vais deixar de comprar. E se não compras, as revistas ‘fit’ de mulheres, as marcas de suplementos, as cintas adelgaçantes deixam de r€nder.

Por isso, está atenta, que o que te conto aqui, a indústria fit e a cultura das dietas não te quer contar.


A experiência da fome

O que ainda não te apercebeste é que esse padrão irregular e descontrolado alimentar começou quando começaste a tua primeira dieta, anos e anos atrás. E, na grande maioria dos casos nem é emocional, é uma resposta super natural de sobrevivênvia do nosso corpo.

Comer é algo natural, é como respirar. Comer pouco, comer menos do que realmente precisas é como teres vontade de ir à casa de banho mas, em vez de te permitires esvaziar a bexiga, fazes apenas umas pinguinhas. Loucura, não é? É algo totalmente insuportável. Contudo, nós fazemos isso quase diariamente. Arranjamos maneiras de suprimir a fome, substituímos ingredientes para terem menos calorias sem realmente nos sentirmos verdadeiramente satisfeitas. É normal que, quando te dás real permissão para comer, tenhas uma dificuldade gigante em parar. Não é falta de motivação, não é falta de foco, é o teu corpo a querer nutrição adequada porque ele está nem aí pela obsessão de ter um bikini body.


Na altura da Segunda Guerra Mundial, Dr. Ancel Keys realizou um estudo para compreender como reabilitar pessoas que sofriam de fome extrema (inanição). Os sujeitos do estudo foram 36 homens saudáveis, escolhidos por terem resistências física e mental superiores e adequadas aos desafios do estudo. O estudo chamou-se Minnesota Starvation Experiment.

Durante os primeiro 3 meses da experiência todos podiam comer o que lhes apetecia e comiam uma média de 3492 calorias, perfeitamente adequado para um homem activo. Nos 6 meses seguintes eles enfrentaram um período de semi restrição,. As calorias foram cortadas para cerca de metade, uma média de 1570 por dia. Não é um valor desumanamente baixo, mas é um valor muito abaixo do que eles biologicamente precisavam para se manterem saudáveis e activos. Os resultados foram surpreendentes e muito semelhantes a comportamentos presentes nas pessoas que estão constantemente de dieta ou que vivem com restrições:

  • O Metabolismo deles caiu cerca de 40%

  • Tornaram-se obcecados com a comida. Tinham impulsos muito fortes para comer, falavam sobre comida e colecionavam receitas

  • O seu comportamento com a comida mudou – algumas vezes eles comiam a uma velocidade estonteante, noutras alturas atrasavam a altura da refeição mesmo que sentissem fome

  • Cientistas notaram que alguns homens foram incapazes de aguentar 6 meses em regime. Um deles perdeu toda a ‘motivação’ e comeu várias bolachas, comeu pipocas e duas bananas de uma só vez. Outro comeu vários gelados, chocolates e até roubou alguns doces. Ambos vomitaram tudo mal se aperceberam do que fizeram.

  • Muitos deles começaram a treinar com mais frequência de forma a terem permissão para aumentar um pouco as calorias que podiam ser ingeridas.

  • As suas personalidades mudaram, muitos ficaram mais irritados, com variações de humor e alguns chegaram à depressão.

Podes ler mais sobre estes efeitos secundários e sobre a experiência aqui.

No final da experiência, na altura do refeed ou de voltar a alimentação normal, a fome era tal que os sujeitos comiam sem parar. Eles tinham dificuldade em terminar as suas refeições e em parar de comer. Os binges ou exageros nos finais de semana chegavam às 10 000 calorias. Demorou cerca de 5 meses até eles voltarem a ter uma alimentação normal e a regularizarem o apetite.

Convém lembrar que durante este período (em 1945) não havia instagram, a indústria fit não era tão feroz, não exitiam fitness influencers nem programas de culinária. O campo da nutrição ainda estava para fazer o boom e, mesmo assim, estes homens sofreram o que tantas mulheres sofrem hoje em dia na busca de um corpo fit. Isto aconteceu porque os sujeitos desta experiencia foram privados de algo básico para sua a sobrevivência: comida. Este comportamento nunca antes foi visto nestes homens até à data da experiência. Também temos de ter em atenção que, embora estivessem a comer poucas calorias, ainda eram cerca de 1500kcal, um número normalíssimo em dietas de perda de peso e mesmo assim tiveram 5 meses para normalizar o seu apetite no final da experiência, para não falar das consequências do foro emocional que viveram e na diminuição da qualidade de vida.

Já dá para compreender o verdadeiro efeito nocivo da cultura de dietas e da indústria supostamente fit. Restrição calórica, controlo e planeamento da alimentação não resolvem a situação.

Restrição não resulta a longo prazo e tem efeitos nocivos na tua saúde física e emocional.


O processo de fazer as pazes com a comida.

Antes de mais, deixa-me relembrar-te que isto é um processo. Ao contrário de uma dieta, que te dá regras e te diz em média quanto vais perder num determinado período de tempo, comer de forma verdadeiramente equilibrada, sem medos, sem restrição e sem necessidade de exagerar é um processo e uma aprendizagem para a vida toda. A isto chamo de Comer Intuitivamente.

Há 5 passos que podes tomar para começares a tua jornada de fazeres as pazes com a comida. Este é um dos exercícios que às vezes uso com as minhas clientes.


Por favor compreende não há necessidade de fazeres os 5 passos abaixo de uma só vez. Aponta o que deves fazer e avança para a fase seguinte quando te sentires preparada e confortável. Vamos trabalhar sobre a permissão incondicional para comer. Temos de partir de um lugar de curiosidade e de aceitação e não de julgamento ou de culpa.

  1. Faz uma lista de toda a comida que te atrai, que sabes que gostas e que num mundo sem consequências, poderias comer sem problema.

  2. Risca aquelas que comes com frequência e faz um círculo com as que evitas ou te proíbas comer.

  3. Dessas comidas ou alimentos, escolhe um. Garante que o terás disponível. Se forem umas bolachas, vai ao supermercado comprar. Se for a pizza de um determinado restaurante, manda vir ou vai ao restaurante.

  4. Dá-te permissão incondicional para experimentares e saboreares novamente esse alimento. Tens de honrar o teu apetite, ou seja, não deves estar esfomeada antes de comer. Deves ter alguma fome, mas não demasiada. Permissão incondicional para comer quer dizer mesmo isso, permissão incondicional. No dia seguinte não vais ao ginásio treinar mais (isso seria colocar uma condição), não vais ficar sem comer o resto do dia mesmo que sintas fome (isso seria outra condição). Vais-te dar verdadeira permissão para saborear a comida escolhida.

  5. Enquanto comes, foca-te na experiência. Compreende se a comida está a saber tão bem quanto acharias. Descobre o que é realmente que te agrada nessa comida. Se te está a saber bem, continua com a experiência. Com cada dentada, tenta descobrir algo novo que te agrada nessa comida. Nota quando o sabor já não é tão interessante como o da primeira dentada.

Garante que tens essa comida disponível na tua cozinha sempre que a queiras comer. Se isso ainda é assustador, quando te apetecer comer essa comida, vai ao restaurante e pede-a.

Há medida que começas a desmistificar essa comida, avança para a próxima na lista.

Tem em atenção que deves começar a comer quando sentes alguma fome e que a comida te deve fazer sentir fisicamente bem. Não caias na armadilha do posso-comer-tudo-e-mais-alguma-coisa. Ao comer intuitivamente é fomentada essa liberdade, mas tens de honrar o teu apetite e senitr a tua saciedade. Deves aprende a comer para te sentires fisicamente bem. Se comeres 3 pizzas seguidas provavelmente não te vais sentir fisicamente bem. E, se tiveres realmente consciente enquanto saboreias, chega uma altura que a dentada na fatia já não é tão magnífica. Para quê continuar a comer se já não tens fome, se sabes que te vais sentir mal e se nem te sabe assim tão bem? Não tens de continuar a comer. A pizza vai estar lá mais logo, podes comer outra amanhã. Tens permissão incondicional para comer. Honra o teu apetite e sente a tua saciedade. Se precisares de comer 3 pizzas seguidas para descobrires isto, tens permissão incondicional para fazer. Sem julgamento.

Se a tua lista de comidas for longa (como acabei por descobrir que a minha era), não tens de experiementar TODAS as comidas. Apenas o suficiente para saberes que podes confiar em ti para comer.


'Se me der permissão incondicional para comer, não vou nunca conseguir parar de comer e vou engordar imenso!'

Isto foi o que pensei mal comecei este processo. A verdade é que quando te dás permissão incondicional para comer não vai custar parar quando já te sentes saciada. Quando te dás uma pseudo permissão para comeres, sem honrares a tua fome, o processo não vai resultar porque não te sentes verdadeiramente livre para a consumires quando quiseres. Por isso pergunta-te porque realmente não te dás permissão para saboreares essa comida. Podes estar secretamente de dieta. Lembra-te: privação liderada por culpa é a principal razão para comer de forma descontrolada. Comer Intuitivamente significa que não existe culpa quando comes. Quando começas este processo de cura é normal comeres mais das comidas que costumavas restringir. É normal e esperado. Mas nesta fase, o pradrão alimentar que vais experimentar não é o padrão alimentar do futuro. Esta é uma altura de (re)descoberta. Quando esta etapa terminar, estes alimentos entrarão na tua alimentação de forma equilibrada. (vê aqui as 5 etapas que vais passar neste processo de cura)


Os 10 princípios de para Comer Intuitivamente

Fazer as pazes com a comida, honrar o teu apetite e sentir a tua saciedade são tudo princípios do processo estruturado de Comer Intuitivamente. Para os compreenderes melhor crieir um Guia dos 10 Princípios para Iniciantes. Carrega na foto abaixo para teres acesso a ele. Faz scroll down para chegares ao guia!

Se precisares de ajuda neste processo, de forma a o fazeres de forma segura e estruturada, vê aqui como te posso ajudar.

Adoraria saber quais os alimentos que vais experimentar o como toda a experiência está a correr. Sente-te livre para deixares nos comentários ou mandar mensagem privada!


Vê aqui para compreenderes um pouco melhor sobre a cultura das dietas e sobre os seus efeitos nocivos.


Lembra-te: somos fantásticas. Nunca desistas de TI.

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Cura a compulsão de vez e faz as pazes com a comida.

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